No momento da criação desse site uma das primeiras postagens foi justamente tratando desse assunto de certa forma com base nos conhecimentos que adquiri lendo na internet e na experiência de outras pessoas. Sabia que uma vez trabalhando no UK iria ter uma interpretação diferente e um pouco mais valiosa para outras pessoas então sempre pensei em re-escrever sobre o assunto. 

Abaixo então escrevo sobre quais são os níveis de emprego disponíveis, dentro deles qual foi o que eu me inscrevi, o que você deve levar em consideração ao escolher um emprego e os cuidados que você deve tomar para não se inserir no NHS sem a segurança necessária. Os Guidelines mais objetivos sobre como fazer isso estarão melhor escritos e detalhados em sites como o RoadtoUK e Savvy IMG, portanto tento abaixo escrever de forma mais informal e mais útil como conselho e experiência própria. 

Quais são os níveis de emprego disponíveis?

A busca de emprego no UK ocorre online nos sites do NHS jobs, NHS jobs Scotland, etc. Nesses sites os empregos são divulgados, a inscrição ocorreu via formulário online e posteriormente você pode passar para a fase de entrevistas e ser eventualmente contratado. 

Na hora da aplicação os empregos são divulgados de acordo com o nível referente na “hierarquia” do NHS. Basicamente em nível FY1, FY2 ou similar (onde se inclui os empregos de Clinical Fellow mais especificamente Junior Clinical Fellow, SHO cuja nomenclatura não é muito mais utilizada), Registrar level e consultant. Abaixo tento definir como cada um deles difere entre si e qual pode ser melhor para você. 

Foundation Year 1

O FY1 é o primeiro ano de trabalho de um médico recém formado no UK, antigamente chamado de HOUSE OFFICER (por essa razão a denominação SHO, Senior House Officer, abarca tanto FY2 como outros médicos mais seniors) e ao final deste ano ele passará a ter uma full license ao invés de uma partial license. Quase como o R1 no Brasil que como uma forma de iniciação as vezes é o responsável pela parte mais chata e administrativa da Medicina, no dia-a-dia da enfermaria o FY1 fica responsável por trabalhos bastante burocráticos. Sendo o primeiro ano como médico de certa forma é esperado do FY1 entender como o sistema funciona e aos poucos se inserir nas decisões clinicas e nos procedimentos. Dentre as tarefas comuns, por exemplo: acessos venosos, coleta de culturas, checar o resultado de exames laboratoriais, prescrever as insulinas/gentamicinas/vancomicinas do doa, escrever os relatórios de alta. Muita dessas tarefas precisam ser feitas pra dar fluxo ao dia-a-dia de uma enfermaria, e se tiver um FY1 ele será responsável por fazer a maioria delas. 

Naturalmente, se você está acompanhando um paciente e já conhece a sua história você poderá fazer as tarefas para esse paciente mais rápido pois você sabe o plano de ação determinado para esse paciente, e isso é de “bom tom” pra uma boa convivência na enfermaria. Por outro lado em alguns dias você terá muitos pacientes para avaliar, e eu já me peguei diversas vezes pedindo para a FY1 que trabalhava com a gente “Janet (nome ficticio) será que você poderia fazer a coleta para tal paciente, a flebotomista já passou e estou ocupado vendo outro paciente?”. Esse tipo de divisão de trabalhos é natural na enfermaria, e a FY1 que trabalhava com a gente fazia todas essas coisas durante o dia. 

De certa forma é mais interessante para o FY1 se inserir progressivamente na prática clinica, fazendo as reviews diárias de um paciente quando o consultant não está na enfermaria e acompanhando-o no Ward Round quando ele estiver. Mas isso não é sempre possível se a enfermaria estiver com muitas coisas a serem feitas (muitas altas para um só dia, muitos pacientes precisando de exames de laboratório fora de hora, muitos pacientes precisando de cannula). Acredito que cabe aos membros da equipe saberem dividir para deixar para o FY1 a rotina mais interessante para o aprendizado, e acredito que o mais saudável é tentar dividir as tarefas mais burocráticas da forma mais equitativa possível. 

Nos oncalls, seja durante o período da noite ou nos finais de semana, em geral os jobs de FY1 eram divididos dos jobs dos SHOs (que incluíam FY2s, Clinical Fellows e Core Trainees).O FY1 durante os plantões ficam em geral com jobs que incluem:

– Pegar um acesso venoso de um paciente que perdeu o acesso;

– Coletar sangue de um paciente que precisa de uma medição do nível de um antibiótico antes de renovar a prescrição;

– Checar o resultado de laboratório de um paciente e discutir com um médico mais sênior sobre a conduta caso necessário;

– Reavaliar um paciente na enfermaria, e discutir com um sênior caso necessário

Por essa razão, o plantão do FY1 na prática costuma ser muito mais corrido que o plantão de um SHO. Isso porque aqueles recebem uma infinidade de bleeps de diferentes enfermarias requisitando a realização destas tarefas triviais. Volta e meia essas tarefas não são tão triviais assim, e o paciente hipotenso que só precisa de uma prescrição de fluídos na realidade está em choque séptico e então um médico mais sênior precisa ser acionado. Por outro lado, mesmo sendo um plantão mais puxado e corrido a responsabilidade sobre conduzir um paciente mais grave sempre cairá sobre um médico mais sênior. 

É interessante para nós brasileiros trabalhar como FY1?

REPOSTA RESUMIDA: Se você tem muita experiência pós-graduação, se você está acostumado a lidar com pacientes mais graves sozinho, definitivamente NÃO!

Se você não trabalhou muito depois de formar, se você não tem muita segurança em chegar no UK e ter que assumir bastante autonomia, ou simplesmente se você quer uma transição mais tranquila, definitivamente SIM. 

Essa é uma pergunta que eu me fiz por muito tempo, e acho que cada pessoa deve avaliar a sua situação e decidir o que fica mais próximo de suas preferências. Muitos relatos de sites e fóruns irão discordar completamente disso e dizer que não há necessidade alguma de iniciar no NHS como um FY1. Eu discordo disso e acho que pode sim ter espaço para permitir uma transição mais tranquilo no período inicial no NHS. 

Por um lado, o trabalho como um FY1 é bastante manual e pouco clínico. Isso além de ser um pouco frustrante do ponto de vista de carreira, leva ao questionamento de qual é o beneficio de começar no FY1 se o que você aprenderá será eminentemente manual e ao iniciar um emprego nível FY2/SHO você irá sentir as dificuldades inerentes a essa transição de qualquer forma. 

Apesar dessas considerações, acredito que iniciando como um FY1 você terá tempo e compreensão dos seus colegas para adquirir as habilidade básicas para trabalha no UK que apesar de serem muitos simples você precisa dominar ou se não poderá atrasar o dia-a-dia da enfermaria em si causando estresse para você e seus colegas. 

Foundation Year 2 

O  FY2 é o segundo e último ano do Foundation Program UK, onde os júnior doctors começam a trabalhar com a sua full license. Lembrando mais uma vez, nós brasileiros já chegamos no país com este nível de creditação após toda a revalidação, então para trabalhar como FY1 só poderíamos através de LAS (Locum Appointments for Service; non-training jobs). 

O salto do FY1 para o FY2 corresponde a um salto bastante significativo em responsabilidades e autonomia dentro da enfermaria, o que eu acho um pouco estranho. Se de um lado para nós as atribuições do FY1 podem parecer um pouco simples e bem mais básicas do que estamos acostumados no Brasil, as atribuições de um FY2 já são muito maiores. No dia-a-dia da enfermaria essa diferença é notória, e dá pra perceber o ano inteiro de trabalho manual, maçante como FY1 prepara o Júnior Doctor para essa transição. 

O FY2 na enfermaria é responsável por evoluir (como chamamos na Bahia o processo de avaliação diária de enfermaria do paciente) que aqui são chamadas simplesmente de reviews. Nos dias que o Consultant responsável por aquele paciente está na enfermaria (em geral a enfermaria pode ter de 1-3 consultants, fazendo Ward Round em média 2 vezes por semana), ele acompanha o Consultant no Ward Round e após passa o tempo fazendo os jobs gerados (com ajuda de outros colegas se essa lista for muito extensa). Nos dias que não tem Ward Round, você será responsável por avaliar os pacientes do consultant sozinho. 

Em geral, cada júnior doctor avalia todos os pacientes de um determinado Consultant. Isso dá uma continuidade à rotina, além de ser uma forma de organizar as coisas. Rotineiramente outras pessoas ajudam revisando um ou outro paciente do “seu consultant” se você estiver um pouco mais ocupado, já que essa divisão nunca é tão estática assim. 

Como ocorre se você participa do Ward Round, o Consultant irá avaliar e definir as condutas de todos os casos. Isso torna as coisas mais fáceis com relação à condutas a serem tomadas, já que você não fará muita coisa além de seguir as orientações dele, por mais que você possa dar a sua opinião em todo e qualquer caso. Na verdade dar a sua opinião é muito bem vindo e muitas vezes muda a conduta para o paciente. 

Como disse nos dias que o Consultant não faz o Ward Round, o que acontece é que você fica responsável por ajustar as condutas à todas as mudanças que podem acontecer com um paciente internado na enfermaria. Falha de resposta a um antibiótico e escalonamento pra outros antibióticos, pacientes na enfermaria instabilizando precisando de ressucitação, identificar quais destes precisarão ser mandados para a UTI, etc. Até a responsabilidade de identificar quais pacientes, por serem muito velhos ou com muitas comorbidades, e não se beneficiarão de medidas invasivas, se o Consultant não estiver lá você terá a responsabilidade de fazer

OBS: Isso parece um pouco com rotinas de enfermaria no Brasil em residências de Clínica Médica. Nas enfermarias que o chefe “passa a visita” 2-3 vezes na semana, os residentes tem que adquirir uma certa autonomia em avaliar os pacientes sozinhos na maioria dos dias na semana. Nas enfermarias que o chefe passa a visita diariamente, o trabalho do residente é mais tranquilo e menos estressante, porém com menos aprendizado visto que você só estará seguindo recomendações.

Isso não ocorre sem supervisão ou suporte. O Consultant muitas vezes está disponível através do celular pessoa, pager, ou até mesmo no hospital fazendo ambulatório. Em geral também sempre tem um registrar de plantão ou a equipe de periarrest que lida com os pacientes que instabilizam agudamente e precisam de suporte. A depender de quantos médicos trabalham na enfermaria os seus próprios colegas servirão de suporte, o registrar que trabalha enfermaria ou um médico um pouco mais na sua frente, um CT1/CT2 por exemplo. Então mesmo sem o consultant o que não faltará é suporte para você no dia-a-dia da enfermaria, o NHS funciona muito em prol da segurança dos pacientes. 

Plantões como FY2

Nos oncalls, o FY2 começa a ter mais autonomia. Nos finais de semana nos plantões de enfermaria, você será responsável por fazer a weekend review de todos os pacientes de 3-4 enfermarias (mais ou menos a depender do hospital), quando alguns pacientes são selecionados pela equipe da semana para serem vistos no final de semana por você. Durante a semana, os plantões de enfermaria geralmente são os long days onde você fica após o horário regular (entre 5pm-9:45pm, por exemplo) com o bleep reavaliando os pacientes e detalhes passados pela equipe de diferentes enfermarias para você. O FY1 também tem um bleep de enfermaria, mas os jobs esperados para o FY1 envolve canulas, prescrições, etc. O bleep do FY2/SHO envolve reavaliar pacientes com alteração de sinais vitais, instabilizando, ou com coisas que o FY1 não conseguiu resolver (aquele acesso venoso que o FY1 não conseguiu, ele irá tentar passar para você). 

Nos plantões em Medical Assessment Units, você em geral trabalha admitindo os pacientes que serão internados nas diferentes enfermarias. É uma espécie de meio do caminho entre a emergência e as enfermarias. Após ver os pacientes você desenvolve um plano, discute com o Consultant e o paciente vai para outra enfermaria. Nestes plantões você também pode ficar com o bleep que recebe as GP referrals (os pacientes vistos por GP que eles acham que precisam ser mandados ao hospital), e também recebendo as referrals de pacientes vindos da emergencia (você basicamente autoriza um paciente vindo a emergencia a ser internado, mas obviamente na prática você nunca irá negar um encaminhamento desse, que já passou pelo aval do consultant da emergencia). 

Com relação aos plantões algo que observo é que muitas vezes a escala de plantão de Sênior House Officer, estes exemplos que dei acima, incluem tanto os médicos FY2 como os CT1-2, ou os Clinical Fellows (que por vezes tem anos de experiência). Portanto alguns médicos terão muita segurança e tranquilidade nesses plantões, enquanto outros terão um pouco mais de dificuldade (como o FY2 que acabou de começar) e isso é normal, dentro das expectativas normais para você que aplicou para o emprego naquele nível. 

É sempre possível também perguntar durante a entrevista se você entrará na escala de oncalls. Existem empregos que não incluem oncalls, e você só trabalhar de 9am-5pm. Existem outros empregos em que não existe a possibilidade de você não entrar na escala de plantões já que a escala precisa ser completa, então será essencial que você faça oncalls também. A entrevista é uma boa oportunidade para esclarecer isso, e quem sabe ser sincero sobre a sua confiança nas suas capacidades em desempenhar essas funções. 

Expectativas para um FY2 e implicações disso no primeiro emprego

Como disse apesar de que todos passam por uma adaptação do FY1 ao FY2, é esperado que você já tenha uma certa autonomia em fazer coisas clinicamente mais complexas. Obviamente existe um espectro de gravidade de ocorrências em uma enfermaria, de um lado coisas que são esperadas de um FY2, e de outro intercorrências que você não precisa lidar sozinho. O que é perigoso é você se inscrever para um trabalho cuja maior parte das coisas esperadas para você, você precise de ajuda de alguém para lidar com aquilo. Isso é irresponsabilidade, e provavelmente significa que você deveria dar um passo para atrás antes de ter assumido aquele emprego de maior responsabilidade. 

Quando um médico britânico, ou qualquer pessoa que tenha completado o FY1, chega no FY2 de certa forma menos preparado para essas atividades, dúvidas irão surgir sobre a sua formação, porque ele não estudou o suficiente, etc. Por outro lado, como médico estrangeiro que se inscreve um determinado posto de trabalho, que garante na entrevista que irá determinar as funções que aquele trabalho exige, e no dia-a-dia da enfermaria não dá conta do trabalho a conclusão é um pouco diferente. “Porque você deu um passo maior que a perna se você sabia que não estava pronto pra lidar com isso?”.

Por mais que todos tenham simpatia sobre o seu processo de aprendizado, será esperado de você capacidade para acompanhar o ritmo das coisas do emprego que você voluntariamente se inscreveu. Ainda assim, existem casos onde um médico estrangeiro não se adaptou às responsabilidades e fez um “downgrade”, entrando na escala de plantões de FY1 ou então ficando só na enfermaria (já que as coisas mais desafiadoras acontecem mesmo nos plantões). Isso não é motivo nenhum de vergonha, e identificar essa discrepância e conversar com o seu Clinical Supervisor ou o Medical Director do hospital é extremamente importante. Você não será culpado por isso, será culpado por identificar isso e não agir o quanto antes e esperar o dia em que você estiver no oncall sozinho e não souber o que fazer para as intercorrências mais básicas esperadas para um FY2. 

Senior House Officer, Clinical Fellow, e como diferem na prática de um FY2

Você verá em diversos lugares a denominação Sênior House Officer (SHO), que hoje de estar caindo em desuso hoje em dia e sendo chamado genericamente de Clinical Fellow. Eu pessoalmente sempre tive dificuldade em entender o que isso significava na pratica, mas basicamente o termo SHO se refere a todos os profissionais acima do nível de FY1 e antes do nível registrar, ST4. Portanto um FY2 é um SHO, um CT1/2 de ACCS é um SHO, um IMT1 é um SHO. 

Em geral as escalas de plantão são dividas em plantões de FY1, plantões de SHO e plantões de registrar. O FY2 que acaba de comecar, ou nós brasileiros que acabamos de chegar, fica um pouco em desvantagem porque faz a mesma atividade que um CT2 em termos de plantões, mas com muito menos experiencia. Ainda assim, é sempre trabalho com bastante suporte e as pessoas são bastante compreensíveis sobre você no começo. 

Uma coisa que eu sempre percebi, e acho que faz uma diferença significa na prática, é que tipo de experiência um médico tem ao entrar em um Clinical Fellow e como isso varia se você formou no UK ou não. A não ser que você tenha feito um FY2 LAT, ao entrar em um emprego nível SHO/Clinical Fellow, você como imigrante começará no nível SHO como seu primeiro emprego. 

A distinção tem que ser feita porque, um médico local que tenha terminado o Foundation Programme, só irá aplicar para um SHO/Clinical Fellow Job após ele ter terminado o FY2 que é obrigatório. Isso significa que, no primeiro mês do seu emprego ele já terá 12 meses de experiencia no mínimo naquele nível. Na verdade, muitos médicos tem pausas na carreira após o FY2 e trabalham como Clinical Fellow/SHO por vezes durante 3-4 anos. São ainda SHOs portanto, mas com bastante experiência clinica. 

Você brasileiro iniciará o Clinical Fellow mesmo sem ter trabalho nenhum período como FY2, ainda que com toda sua experiencia trazida no Brasil. Se você está recém chegado no UK você será equivalente a um FY2 que acaba de começar o FY2. Essa distinção é bastante sútil, mas na prática são 12 meses a mais de experiência. O que dizer mesmo não é somente o conhecimento técnico, mas principalmente como funciona o sistema e as atribuições para você. Novamente, é importante notar que a conclusão aqui não é que com a formação no Brasil você não terá capacidade de desempenhar essa função, mas é algo para se ter em mente, importante mencionar no momento da entrevista e perguntar o que se espera de você como médico naquele nível. 

Em conclusão… É interessante para nós brasileiros trabalhar como FY2/SHO/Clinical Fellow?

RESPOSTA RESUMIDA: Em linhas gerais SHO/Clinical Fellow é o nível ideal para começar a carreira no UK, foi o nível do meu primeiro emprego e estou satisfeito com a minha escolha e a maioria das pessoas que conheço e começaram por esse nível foram bem sucedidas. 

Se você tem experiência no Brasil, se a sua formação no internato foi completa, se você teve uma experiencia pós-graduação que te ensinou a manejar adequadamente com as coisas mais importantes em geral, um emprego nível SHO é o ideal para o inicio da sua carreira no UK. Diria que, se você for uma pessoa interessada com uma boa bagagem de conhecimento, o seu empenho será bastante reconhecido pelos seus colegas e chefes vindo de outro país para trabalhar no UK

No entanto, é extremamente importante notar que as primeiras semanas, possivelmente os primeiros 1-3 meses, podem ser difíceis. Apesar disso a maioria dos médicos estrangeiros concluem que no geral esse estresse inicial é inevitável e parte natural do processo, e vale mais a pena do que ficar um longo período trabalhando com um FY1 non-training job. Por outro lado, começar como FY1 é uma opção extremamente válida para permitir uma transição mais segura, podendo você mudar de emprego e nível com 3-6 meses. Cabe a quem estiver revalidando decidir por si mesmo, e citei acima na parte anterior quem poderia se beneficiar em começar um FY1, e acho que a decisão é bastante pessoal. A escala de plantões como SHO/Clinical Fellow/FY2 podem ser particularmente desafiadoras, e você pode querer evitar essa “emoção” no seu período inicial, que já irá cobrar diversas adaptações a um novo sistema. Você deve ser bastante critico consigo mesmo e com suas capacidades. 

Independente de qual seja a sua escolha, o seu primeiro emprego irá exigir bastante paciência e resiliência. Esteja preparado para os desafios e saiba que todos nós passamos por dificuldades no começo, e tudo faz parte do processo de adaptação. Com o tempo, tudo se torna mais natural e o dia-a-dia se torna mais tranquilo

Em outra postagem em breve irei falar sobre iniciar a carreira no UK em níveis mais avançados (CT1, IMT1), sobre como eu acho que isso não é uma boa ideia mesmo que você tenha bastante experiência no Brasil.

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